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Fonte: Rádio CBN

Pedro Ramos, diretor da Abramge, defendeu em entrevista ao vivo, no dia 16 de março de 2017, no programa CBN Total – com apresentação de Fernando Andrade – a elaboração de um plano acessível. Segundo Ramos, a criação dessa nova opção de plano de saúde deverá passar por análise técnica e operacional pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e na sequência por uma Consulta Pública para, só então, chegar ao consumidor. É importante sempre lembrar que os atuais planos de saúde encontrados no mercado não sofrerão nenhuma alteração. Os planos acessíveis serão novas opções para as pessoas que desejam adquirir a segurança do atendimento dos planos de saúde.

Ouça abaixo a íntegra da entrevista:

Leia ainda o artigo de autoria do próprio diretor da Abramge Pedro Ramos, publicado no jornal O Povo (CE) no último dia 17 de março de 2017, sobre o mesmo tema:

A criação de planos populares possibilitará mais acesso da população aos serviços de saúde?

SIM

A Agência Nacional de Saúde (ANS) analisa proposta para criação de planos de saúde populares. Pela proposta, o modelo simplificado não cobre internação, terapias e exames de alta complexidade ou atendimento urgência e emergência, apenas consultas e serviços de baixa e média complexidade.

Vê-se diariamente o drama de quem, devido à crise econômica que assola o País, ficou sem o plano de saúde e precisa, agora, depender do atendimento no SUS. O plano acessível proposto pelo Ministério da Saúde poderia ser uma alternativa para não apenas promover a volta dessas pessoas como também trazer aqueles que nunca tiveram acesso à assistência privada, mas sempre a desejaram.

Para tanto, um grupo de trabalho que reuniu empresas, entidades e representantes da sociedade civil apresentou ao ministro Ricardo Barros um ofício com três interessantes sugestões de modelos para esta modalidade: o simplificado, que cobre apenas consultas e exames, mas que pode ser eficiente na medida em que 80% das enfermidades podem ser solucionadas diretamente nas clínicas, sem necessidade de internações ou procedimentos complexos; o regionalizado (hospitalar + ambulatorial) cuja oferta está condicionada à realidade da região onde é comercializado, com a vantagem de ser um atrativo para que médicos especialistas decidam se instalar e trazer modernidade ao interior do País; e o de regime misto de pagamento que oferece cobertura de procedimentos complexos, como internações, cirurgias, exames de alta complexidade e afins. Neste, apesar de o beneficiário ter de arcar com o custo das consultas e exames mais simples, há a vantagem de se pagar o valor que os planos arcam junto às clínicas e aos hospitais – com preços diferenciados ao praticado em atendimentos particulares.

Cumpre lembrar que a crescente propagação de Clínicas Populares está longe de garantir a devida segurança clínica e o acesso à saúde. O Estado precisa intervir imediatamente nesse mercado que é um engodo à população.

É importante lembrar também que nada muda nos planos de saúde que existem atualmente.

É o momento de condicionar as pessoas à livre escolha. Poder optar pelos serviços e atendimentos que decidir ou, até mesmo, que puder arcar no momento. E, quando houver condições, caso desejar ampliar o rol de atendimentos a seu critério, bastará alterar o produto do plano de saúde contratado

 

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