abramge-eventos-forum-saude-folha-2017

Pedro Ramos, diretor da Abramge (Associação Brasileira de Planos de Saúde) participou nesta segunda-feira (27/3) do 4º Fórum Saúde no Brasil: Transparência e Prevenção, promovido pela Folha no MIS – Museu da Imagem e do Som, em São Paulo. Participaram também do painel O que mudou depois da máfia das próteses? Gláucio Pegurin Libório, presidente do Instituto Ética Saúde, e Solange Mendes, presidente da FenaSaúde.

Segundo Pedro Ramos, a máfia das próteses continua atuando. "Quando a polícia passa todos os bandidos se escondem. Assim que a viatura dobra a esquina voltam a atuar da mesma maneira ou até pior do que antes".

O diretor da Abramge informou também que sempre que a imprensa noticia novas denúncias sobre a máfia das próteses o número de procedimentos e os preços dos produtos diminuem. Para ele, a solução para a corrupção no setor pode estar em acordos feitos diretamente com a indústria, que barram empresas que praticam preços irregulares e dão margem à corrupção.

Atualmente a Abramge processa 11 fabricantes norte-americanas de órtese, prótese e materiais especiais (OPME), país responsável por cerca de 65% dos produtos utilizados em cirurgias realizadas no Brasil. Com uma dessas empresas, Pedro Ramos afirma ter firmado acordo, o que propiciará a redução de 50% no preço final do produto.

Recentemente Pedro Ramos lançou o livro "A Máfia das Próteses – Uma Ameaça à Saúde(Editora Évora) onde denuncia a funcionalidade da cadeia de corrupção do setor, além da citação de diversos casos reais onde a segurança clínica do paciente não foi respeitada e, em alguns deles, levou essas pessoas à óbito ou deixou sequelas irreversíveis.

Solange Mendes falou da urgência da saúde suplementar, que inclui operadoras de planos e seguros de saúde privados, em cortar os custos. Segundo ela, as operadoras precisam zelar pelo dinheiro do cliente. "Não podemos pagar a conta cegamente". Sobre a corrupção na saúde, Mendes lembrou que a maior responsabilidade é a do médico, pois é o profissional que dá início a todo esse processo. "As universidades devem se empenhar na formação desse profissional do ponto de vista humanista e comportamental", completou.

Gláucio Pegurin Libório, presidente do Conselho de Administração do Instituto Ética Saúde, disse que problemas de corrupção no setor envolvem não só médicos e distribuidores de produtos, mas também os hospitais e os planos de saúde. "A transparência deve estar em toda a cadeia de fornecimento desses produtos", afirmou.

 

Compartilhe este conteúdo:


Rua Treze de Maio, 1540 - Bela Vista - São Paulo - SP | CEP.: 01327-002 | Tel.: 11 3289-7511
© 2014 - Todos os direitos reservados