O Conselho Federal de Medicina publicou hoje a revogação da Resolução nº 2.227/18, elaborada pela própria autarquia.

A Abramge – Associação Brasileira de Planos de Saúde – lamenta a revogação. O mundo digital cresce a uma velocidade cada vez maior, num compasso de inovação surpreendente, e soa estranho qualquer tentativa em frear esta evolução.

Além da manutenção da insegurança jurídica, ressaltamos que a telemedicina proporciona a melhoria da qualidade de vida dos pacientes, pois soluciona entraves relacionados à geografia e grandes distâncias, provendo economia de tempo aos envolvidos (pacientes e prestadores de serviços à saúde).

Em alguns países o tema está amplamente pacificado e em evolução. Japão, Finlândia, Itália, Reino Unido, Canadá, México e Estados Unidos são alguns dos exemplos. Neste último, inclusive, uma das maiores empresas do setor aplicou em 2018 mais de 2,5 milhões de teleconsultas, atingindo um índice de satisfação de 96% a 99%.

Ainda naquele país, pesquisa da consultoria Accenture, sobre o comportamento do consumidor em saúde, revela que 32% da geração Z (nascida depois de 1996) e 12% dos Millenials (nascidos entre 1981 e 1996) estão “insatisfeitos” ou “muito insatisfeitos” com a efetividade do atendimento tradicional. Cada vez mais os consumidores demonstram independência na escolha do que for mais conveniente às suas necessidades.

Do ponto de vista da qualidade clínica não devem existir diferenças nos objetivos analógico e digital. O foco será, prioritariamente, o bem-estar do paciente num atendimento profissional de excelência e com maior rapidez.

 

 

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