Há muitos anos o setor de saúde no Brasil — e a saúde suplementar, especificamente — convive com um desafio profundo, a escalada dos custos assistenciais. Dia a dia, fica mais caro cuidar das pessoas: a inflação médica medida pelo índice Variação do Custo Médico Hospitalar (VCMH), do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), atingiu 18,2% nos 12 meses terminados em junho de 2021. Por sua vez, o reajuste dos planos de saúde individuais em 2022, a ser divulgado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar, terá de se aproximar desse índice para manter a sustentabilidade financeira das operadoras.

Esse quadro aprofunda a dificuldade de acesso de mais pessoas ao sistema privado de saúde. Apenas cerca 25% da população brasileira tem um plano de saúde — e o percentual deveria ser muito maior. Para que esse crescimento aconteça, no entanto, a saúde suplementar precisa acelerar seu processo de transformação — já em curso — visando à maior eficiência operacional, seja no uso dos recursos, seja na efetividade da assistência aos beneficiários.

Nesse processo, alguns pilares são fundamentais. E o primeiro deles é se conectar aos desafios globais, reunidos sob a “bandeira” ESG. Essas três letras, cada vez mais vistas juntas, aqui e acolá, representam o passaporte de uma empresa — de qualquer setor — para sua perenidade. Desenvolver um diálogo transparente com seus stakeholders, minimizar seus impactos ambientais, ter um ambiente de trabalho diverso e inclusivo são todas medidas essenciais para se manter competitivo. Conscientes disso, operadoras e prestadores estão tornando o ESG parte de suas estratégias, políticas e rotinas, como vemos na matéria de capa [1] desta edição da revista Visão Saúde, na página 16.

Outra mudança de paradigma necessária na saúde suplementar, e no setor de saúde como um todo, é a atuação colaborativa [2]. Operadoras, hospitais, laboratórios, clínicas e profissionais envolvidos nesse ecossistema têm o mesmo propósito: cuidar das pessoas. Com esse objetivo comum, devem estabelecer ou fortalecer parcerias para atuarem em rede, de maneira integrada, e em conjunto buscarem soluções que tornem o cuidado assistencial e a promoção da saúde mais assertivos, resolutivos, efetivos e com melhor custo-benefício. Em resumo, mais eficientes (veja na página 26).

Essa desejada integração só pode acontecer, plenamente, se houver compartilhamento de dados entre os diferentes atores da saúde suplementar. É um desafio enorme coletar, tratar e usar dados, de forma responsável e eficiente, para melhorar a jornada assistencial do beneficiário. Uma das pioneiras no uso de dados em saúde, Vanessa Teich, fala sobre esse desafio na entrevista especial [3] desta edição, na página 6.

Não perca, ainda, artigo exclusivo sobre judicialização do Rol de Procedimentos [4] na página 40.

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