Setores público e privado buscam crescimento da saúde suplementar

No 25º Congresso Abramge, autoridades abordaram a desburocratização do sistema e a ampliação do acesso para a população, com integração de dados

 

São Paulo, 16 de novembro de 2021 – A parceria entre o setor privado e o público deu o tom do 25º Congresso Abramge (Associação Brasileira de Planos de Saúde), que reuniu autoridades e especialistas do setor de saúde nos dias 10 e 11 de novembro, em Brasília. Com o tema ‘OFuturo da Saúde Pós-Pandemia’, o evento abordou possíveis avanços para o acesso ao serviço assistencial.

“É necessário auxiliar o cidadão a navegar entre os sistemas público e privado”, evidenciou o presidente da Abramge, Renato Casarotti. Ele destacou medidas fundamentais para a evolução da saúde suplementar no Brasil: integração de dados; monitoramento e divulgação de indicadores de qualidade assistencial; incorporação unificada de tecnologias; e revisão do formato dos planos individual e ambulatorial.

“Inauguramos essa pauta de diálogo constante para que o governo federal possa ampliar o alcance da saúde suplementar e, assim, desonerar a pública”, afirmou o secretário executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz. Ele citou o faturamento anual do sistema privado de R$ 230 bilhões para um público de 48 milhões de beneficiários, enquanto o orçamento do Sistema Único de Saúde (SUS) é de R$ 140 bilhões para uma população três vezes maior (cerca de 160 milhões de brasileiros).

O deputado Dr. Luizinho (PP-RJ) apontou para a necessidade de desburocratização do setor de saúde suplementar e de uma normatização clara, a partir da interlocução dos atores. “Para um atendimento de qualidade, precisamos dar apoio a todos os brasileiros pelo SUS e ter um sistema de saúde suplementar forte, para chegarmos a uma cobertura de 100 milhões de beneficiários”, propôs.

Para o presidente da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), Paulo Rebello, é preciso colocar o paciente no centro da discussão de democratização do acesso. “O prontuário eletrônico deve ter quem pague a conta, e o custo é muito alto, mas o setor privado precisa avançar. Por que não trazer o beneficiário como detentor desses seus dados? Pode ser uma alternativa para reduzir esses custos”, lançou.

Ex-ministro da Saúde, Nelson Teich afirmou ser fundamental desenhar os projetos trabalhando a infraestrutura para recebê-los. “A Covid-19 realçou as dificuldades do sistema. A gente precisa ter uma agência de inteligência. A incorporação e a avaliação de tecnologia deve ser uma ferramenta”, apontou.

Na mesma direção, Antônio Brito, diretor executivo da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), destacou a importância dos dados para o setor e ressaltou que o verdadeiro acesso será “uma assistência em todo o ciclo de cuidado focada na dignidade do tratamento dos brasileiros”. A entidade desenvolveu uma plataforma para a divulgação de indicadores com o desempenho de seus associados a cada três meses.

Sobre a regulamentação definitiva da Telemedicina, o presidente da FenaSaúde, João Alceu Amoroso Lima, defendeu o projeto da deputada Adriana Ventura (NOVO-SP) por considerar o mais genérico entre os cinco em debate atualmente. Dessa forma, o detalhamento ficaria para a legislação infraconstitucional. “Sobre a primeira consulta, acreditamos que a necessidade de atendimento presencial deva ser uma decisão do médico, assim como sua remuneração”, opinou.

 

 

 

Atuação na pandemia

Casarotti fez uma retrospectiva da atuação do sistema de saúde suplementar na pandemia, que cedeu mais de 800 leitos ao setor público, além da doação de mais de R$ 50 milhões em EPIs, medicamentos e apoio social. Também destacou o papel da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na agilidade para liberar a importação de produtos em escassez no mercado nacional, com os kits de intubação e a imunoglobulina.

Algumas operadoras se adiantaram e importaram respiradores ainda no início, quando a contaminação crescia na China, pela preocupação com seus beneficiários”, lembrou o presidente da Abramge, que agradeceu a escuta ativa das autoridades durante a crise sanitária.

Casarotti citou medidas tomadas em caráter de urgência, como a prorrogação do prazo para procedimentos eletivos, para liberar leitos, e a suspensão do reajuste dos planos individuais, por adesão e com até 29 vidas (conhecidos como PME) por três meses pela maioria dos associados da Abramge e da FenaSaúde, entre maio e junho de 2020, no momento agudo da pandemia.

A contratação e o treinamento de mais de 10 mil profissionais de saúde e a abertura de mais de 2.800 novos leitos, incluindo a antecipação da inauguração de hospitais inteiros, foram decisões tomadas pelas operadoras para solucionar a crise de atendimento”, ressaltou.

Desde o início da pandemia, a Abramge está alinhada aos protocolos divulgados pelas autoridades de saúde a favor da segurança clínica da população e do controle eficaz da Covid-19. Durante o 25º Congresso Abramge, a entidade manteve seu compromisso com os órgãos oficiais e estipulou limite de inscrições, respeitando a capacidade do local e o distanciamento social. O evento contou com testagem PCR para todos os participantes e ambiente próprio para a realização de teleconsultas, além de consultório reservado com profissionais de saúde.

 

 

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